quarta-feira, 9 de outubro de 2013

NÁUFRAGO em Vermelho à moda do Pacífico


Vermelho à moda do Pacífico
FILME - NÁUFRAGO
PRATO - VERMELHO NA BRASA ACOMPANHADO DE CREME DE COCO, CROCANTE DE ALHO PORÓ E ARROZ COM ABACAXI E AÇAFRÃO



" Eu sei o que eu tenho que fazer agora... tenho que continuar respirando, por que quem sabe o que a maré me trará amanha? "



          Para aqueles que não viram o filme Náufrago, por favor, aluguem, baixem, comprem... É um bom filme! Tom Hanks está em uma das suas melhores atuações, mas nada comparado à Forest Gump, lógico!

          O avião do funcionário da Fedex cai em algum lugar do imenso oceano Pacífico. Mas a máxima não é apenas sobrevivência. A história se passa, também, sobre como aproveitar a vida equilibradamente. Como manter uma vida feliz dentro de casa e o sucesso no trabalho ao mesmo tempo, sem, eventualmente, ter que voar a trabalho às vésperas do réveillon e, no dia seguinte, acordar em uma ilha deserta, sozinho.






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          Fiz o prato pensando na localidade onde o avião caiu e no último local que conseguiu fazer contato. A culinária do Taiti é baseada em frutas tropicais, peixes, frutos do mar e especiarias. Esta ilha paradisíaca tem por tradição as comidas frescas como os ceviches, enriquecidos com leite de coco.

          Só que, como o personagem principal não é taitiano, tomei a liberdade de, fantasiosamente, inserir uma caixa da Fedex com alguns temperos especiais. rsrs

          Mas esse prato, ou esses pratos não foram feitos só por mim. Minha irmã Mariana enriqueceu nosso jantar com uma entrada sensacional. Vieiras grelhadas à moda da casa. Casa esta, imperdível para quem vai a Búzios (Bz Restaurante), cuja cozinha é comandada com maestria pelo Chef e amigo Fabiano.




          O prato principal foi um vermelho assado na brasa sobre uma cama de creme de coco, acompanhado com um arroz de abacaxi e açafrão. O prato em si é leve e harmonioso. O creme de coco suaviza o sabor do peixe assado, além de casar perfeitamente com o adocicado do arroz. Já o crocante de alho poró é só um detalhe para enriquecer ainda mais os sabores.








          Foi um grande prazer cozinhar para Eulera, Glauco, Rodrigão, Nega e, mais uma vez, a Paulinha. Espero que todo ano tenha algum prato buziano no meu blog. Curto demais vocês todos.

          Espero que tenham gostado. Quero sempre postar com mais frequência, mas meus estudos e a minha natural enrolação não permitem. Abraço a todos.


Diogo Machado.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

O AUTO DA COMPADECIDA em Risotto Baião de dois

Risotto Baião de dois
 
 
FILME - O AUTO DA COMPADECIDA
  
 
PRATO - RISOTTO BAIÃO DE DOIS ACOMPANHADO DE RAGU DE LINGUIÇA CAIPIRA E CARNE SECA
  
 
 
 
 

Da sua cultura literária
ele se inspirou
Foi de cordel em cordel
que Ariano o gênio
personagens 'ajuntou'
 
Assim o Auto Ganhou vida
Nos contou a labuta no sertão
que, de tão sofrida
e seca
Só com ajuda da Compadecida
 
Muitos Joãos e Chicós
se apegando na fé em Deus
e na esperança da vinda
Passam os anos a sofrer
e a esperar
a chuva que logo finda
 
Mas não só de tristeza e sofrimento
vive esse povo do sertão
Como nos mostrou Gonzaga
ao 'ajuntar' arroz e feijão
regado a muita sanfona
o nascimento do baião
 
 
 
 


 
Humilde como aquele povo
e lembrando do meu avô
recriei o baião
Misturando a Itália
À cozinha do Sertão

 
Risotto Baião de dois
foi o que deu
Pois tem arroz da velha bota,
coentro e queijo coalho
Grudadinho com feijão de corda

 
E pra acompanhar
Fiz um tipo de 'ragu'
De carne seca
e linguiça caipira
Retratando a amizade
que os protagonistas nos inspira

 
Ao leitor o meu obrigado
por apreciar mais esse prato
Ficou gostoso
eu garanto
Mas agora já vou indo
cozinhar mais um 'cadinho'



 

 
 
 
 
Obrigado, Diogo Machado.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

TRILOGIA HANNIBAL (ANTHONY HOPKINS) em Quid Pro Quo de Miolo de Boi!

Quid Pro Quo de Miolo de Boi!


FILMES - O SILÊNCIO DOS INOCENTES, HANNIBAL E DRAGÃO VERMELHO


PRATO - CÉREBRO DE BOI AO MOLHO BRIE, ACOMPANHADO DE GRANULADO DE BETERRABA E MIX DE COGUMELOS 





"A imaginação é a única coisa que nos diferencia de todos aqueles estúpidos"


Tomando essa frase do dr. Lecter como ponto de partida, peço a vocês que deixem a imaginação livre para, de uma forma abstrata, entender que na gastronomia não existe padrão, e sim, diversidade. Então, caros amigos, apreciem, nem que seja a estética, deste excêntrico prato.

Tendo isso dito, devo um pedido de desculpas pela ausência e uma promessa de que vou ser mais presente aqui.


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Os livros de Thomas Harris, best sellers mundiais, viraram adaptação para o cinema. E ninguém menos que Anthony Hopkins foi o intérprete do dr. Hannibal Lecter a partir da segunda produção hollywoodiana.

O personagem que tanto nos intrigou, foi antagonista, protagonista, e anti-herói ao mesmo tempo. Inteligentíssimo, tinha a capacidade de entrar na mente daqueles que, depois de um tempo, iriam fazer parte, literalmente, de uma entrada ou de um prato principal no seu jantar.

Seja comendo um rim, uma costela, lombo ou um cérebro, Hannibal passou pelos três filmes nos deixando divididos entre afinidade e repulsa, admiração e uma pontinha de inveja, afinal, quem não queria ter toda aquela cultura e conhecimento?




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O prato, dessa vez, foi elaborado a partir do diálogo dele com a investigadora Clarisse Starling. O interesse dele por ela, ou pelo perfume que ela usava, o fez barganhar para conhecê-la um pouco melhor, em troca de informações sobre o serial killer ao qual ela procurava.

Assim, a cada informação que ele fornecia, ela tinha que revelar algo de sua vida. E assim se construiu uma relação, que, apesar de não ser normal, foi intensa.

Intensidade é tudo o que há neste prato, no qual o "quid pro quo" é a máxima. 

O sabor desconhecido do miolo de boi deveria se opor à suavidade do molho de brie, assim como a personalidade doce e convidativa do doutor esconde o seu verdadeiro eu.

Enquanto os acompanhamentos, o mix de cogumelos e o granulado de beterraba, nada mais são que elementos que completam o personagem. São, ao mesmo tempo, selvagens, doces, venenosos...

O resultado:



























Opinião? 

Sinceramente, o gosto do dr. Lecter é excêntrico...rs 

Não sei se, tendo eu feito o miolo de uma outra forma, mais tradicional, teria ficado melhor. Talvez refogado ou à milanesa como na Itália. 

Mas o que importa é a experiência, certo? E quem sabe, essa experiência serviu para aumentar a excentricidade do meu paladar.

Gostaram?

Obrigado, Diogo Machado.